1 de nov de 2014

Relacionamento Miojo X Amor broxante



Não confunda a sua incapacidade de manter e criar um relacionamento prazeroso com a ideia de que o “amor romântico” é broxante. Pode ser, pode não ser.

Nunca foi romântico, mas sempre me esforcei para criar um clima agradável com quem me relacionava. Não é o meu estilo ser puramente romântico, mas gosto de ser em determinadas ocasiões. Esse é o meu estilo, talvez não seja o seu, e é por isso que estou escrevendo esse artigo. Para “desfacebookializar” sua mente.
Nos tempos modernos em que vivemos o que parece imperar é a velocidade. Piadas rápidas, comidas rápidas, dinheiro rápido, sucesso rápido, textos curtos na internet para se ler rapidamente, relacionamentos rápidos.

Mas qual será o motivo dessa ânsia por velocidade? Será que todos estão com a vida tão ocupada assim? Sem tempo para conversar, sem tempo para criar laços, sem tempo para viver?  Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês o qual admiro muito, tem uma opinião muito contundente a respeito do comportamento social da atualidade: “VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR”.

Para Bauman, com a torpe ideia de afastar a solidão, as pessoas vivem ligadas a celulares, tablets, notebooks. A maior parte do contato é feito por intermédio das redes sociais. E qual é o ponto mais forte dessas redes? A ausência de comprometimento. Adicionar e excluir são coisas tão rápidas e simples de se fazer que ao menor sinal de desagrado, você é excluído da “vida virtual” de alguém. Não gostou, exclua!

Mas o que isso tudo tem a ver com o amor romântico e o relacionamento Miojo? Eu explico. Essas interações precoces e efêmeras estão tomando conta da vida real. As relações estão se tornando meros laços momentâneos, tão frágeis quanto a curtida que você recebe por ter mudado o status de relacionamento. Tão volúvel quanto os comentários falsos dos amigos dizendo: que casal lindo!

Estão vendendo pra você um prazer rápido. Os 15 minutos de fama para que você sinta-se bem por um tempinho, e depois...

O produto mais recente a ser vendido é o relacionamento miojo. O que importa nessa modalidade de relacionamento é não se sentir só.  Então para isso temos que ser rápidos. Ninguém quer ficar uma semana, um mês sozinho e triste, né? Mas como funciona o relacionamento miojo? Simples: 3 minutos e está pronto. Não tem erro: Olhou! Gostou! Levou! Gozou (às vezes)!

Mas qual o problema nisso? E se esse for o meu estilo? E se eu gostar?

O problema não é dizer se isso é certo ou errado, bom ou ruim. O problema é querer impor esse tipo de comportamento como algo superior ao amor romântico (aquele da conquista não confunda com dramas e chorumelas). O relacionamento miojo é mais simples, mais fácil de conseguir e consequentemente vai fazer você se sentir bem por um tempo bem curto, até que você precise fazer tudo de novo. É um ciclo, quase um vício de autossabotamento.

Andam querendo que você acredite nisso. Que você coloque sua incapacidade e fraqueza debaixo do tapete e finja ser uma pessoa sem apego, sem sentimento, e que nasceu pra “curtir”. Não caia nessa! Principalmente se você for mulher, pois com o tempo os reflexos de tanto miojo goela abaixo destroem a sua autoestima e aumenta a possibilidade de sentimento solidão muito mais do que nos homens.

O que é importante deixar claro é que a interpretação que cada pessoa faz na busca do prazer é EXTREMAMENTE INDIVIDUAL. O sexo, por exemplo, não deve ser feito na selvageria, na safadeza. Sexo deve ser feito da forma que melhor der prazer para você. Se você gosta de sexo selvagem e realmente sente prazer com a prática, ótimo! Mas não queira impor esse tipo de comportamento como o melhor.

Amor romântico não broxa, o que broxa é a sua incapacidade de sentir prazer. A velocidade, quando se torna costume, é a demonstração cabal de que o sentimento de prazer deu lugar à vontade desesperada de se sentir bem e especial.


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26 de out de 2008

A verdade está no íntimo – Parte Final



Depois de um longo período sem postar (foi por uma boa causa - reformulando certas teorias), sinto-me na missão de dar fim a pequena série (simplória série) que dei início um tempo atrás.

Sem sombra de dúvidas, a maioria das pessoas com problemas comportamentais - dos simples desentendimentos familiares, ao casos mais extremos do tipo "ex-namorado mata ex-namorada" - tem seu ponto sensível no interior do indivíduo (PI). Falta de compreensão de si mesmo, de seus próprios atos, e da reação que atos alheios podem lhes causar.

Antes de buscar a razão para seus problemas em algo externo, procure compreender a si mesmo, em grande parte, é a forma como interpretamos as situações corriqueiras do dia-a-dia que faz com que nos sintamos mal, assim como também, a dificuldade em expressar-se é uma das principais formas da destruição física.

Você se enxerga da mesma forma que as pessoas enxergam você?

Talvez nunca tenha pensado nisso, e por isso mesmo, tenha sempre criado expectativas frustradas a respeito da reação que outras pessoas tem de você, dos seus atos.

Nosso foco está sempre nas atitudes externas, agimos sempre conforme as coisas "deveriam ser" e não como de fato "são". Olhe para dentro, questione-se, descubra a melhor maneira de expressar exatamente aquilo que sente, e o mais importante, compreenda que nem sempre aquilo que deseja expressar será compreendido e aceito exatamente da mesma forma que aconteceria se alguém fizesse o mesmo com você.

Compreender-se, antes e tudo, é de fundamental importância para si mesmo.

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8 de ago de 2008

A verdade está no íntimo – Parte II

A verdade está no íntimo – Parte II

Frequentemente externamos um pouco da nossa PI, revelando somente aquilo que achamos ser seguro e adequado passar adiante. Isso se chama “agir socialmente”.

Júlia está com problemas pessoais em casa, há algum tempo ela e o marido não se acertam. Além disso, ela dificilmente encontra tempo para se divertir com os filhos. Isso a está deixando frustrada. Hoje, depois de uma discussão matinal com o marido, Júlia vai trabalhar, e lá, tem de explicar ao chefe porquê atrasou tanto na entrega de alguns relatórios por ele antes pedido. Ela sabe que deve agir socialmente. Terá que demonstrar contentamento mesmo diante de tudo que está sentindo internamente. Veja o diálogo:

_ Oi Júlia! Bom Dia!
_ Bom dia! (PI – bom dia só se for para você, o meu já começou péssimo).
_Vamos direto ao ponto. Você deveria ter entregado os relatórios que pedi na semana passada. Por que ainda não o fez?
_Chefe, na verdade eu já comecei a fazer, mas fiquei atarefada com outras coisas durante a semana, por isso o atraso. (PI – estou com milhares de problema na minha vida pessoal, será que você não percebe isso?).
_Atarefada? Júlia, eu te pago muito bem para você me dar essa desculpa. Isso é inadmissível. Se está deixando acumular serviço, se esforce mais!
_Você está certo chefe, acho que desandei um pouco. Não consegui me organizar bem, mas vou mudar isso. (PI – Seu imbecil! Você acha que a minha vida é só dedicação a este emprego? Não! Tenho minha casa, meus filhos, meu marido, ah meu marido. Por que você é tão insensível?).
_É bom mudar mesmo, porque lá fora há uma fila de pessoas querendo trabalhar aqui e ocupar a sua vaga. Melhore seu desempenho ou terei que tomar uma atitude mais drástica da próxima vez.
_Não será preciso chefe. Isso não voltará a acontecer. (PI – Que vontade de jogar tudo para o ar e sair gritando dessa sala, e claro, dar um soco na cara desse idiota!).
_Pode sair agora. Quero os relatórios hoje na minha mesa até às 14h00min, ou teremos um problema sério com isso.
_Mas chefe é pouco tempo para concluí-los. (PI – você é realmente insensível mesmo, eu com tantos problemas e você ainda exige mais e mais de mim?).
_Isso não é problema meu, Júlia. Se vire! Até mais!
_Até mais chefe. (PI – Tchau! Seu cretino).

Por que o chefe não percebe o que de fato se passa na vida da Júlia?Ele não enxerga a PI dela.
Por que Júlia não expressa para o chefe sua PI?
O contexto social não permite (não é seguro, nem adequado).

Perceba quantas vezes algo parecido acontece com a gente no dia-a-dia. Comece a enxergar aquilo que você guarda e aquilo que você libera. Por que guardou? Por que liberou? Comece a perceber quem é a sua PI. Ela é a sua essência, a sua maior verdade. Nela estão guardados todos os seus segredos, desejos e medos. A partir desse pequeno reconhecimento poderemos saber o que é bom guardar, o que é bom liberar, e o mais importante, como enxergar a PI de uma pessoa através da sua PE, ajudando em muito o convívio social.

(continua...)

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30 de jul de 2008

A verdade está no íntimo – Parte I

É eu sei, isto aqui é um blog e não adianta eu escrever um texto prolixo, e recheado com palavras difíceis que em muitas vezes só dificulta o entendimento de quem eu quero ajudar. Conversando com algumas pessoas, percebo a dificuldade que as mesmas tem de “cuidar” dos seus interiores, assim como, a notável crença de que a imagem externa de uma pessoa, corresponda fielmente aquilo que desejamos internamente de alguém– acontece muito em relacionamentos amorosos. Vou compartilhar tudo isso e dividir em partes, não sei quantas, mas aqui fica a primeira delas. Espero que assim as pessoas aprendam enxergar um pouco melhor as essências alheias, e o mais importante, compreender a sua própria.




A verdade está no íntimo – Parte I

Um conceito simples, mas que se for bem entendido pode mudar muito a vida de uma pessoa, e ajudar bastante na evolução de certos medos internos. Lançarei aqui dois termos, Pessoa Interna (PI - não é Piauí, por favor) e Pessoa Externa (PE - não é Pernambuco, por favor). Esqueçam por um momento as terminologias psicológicas, ou os mais diversos significados existentes para isso, esqueçam espírito e corpo, e coisas afins. A idéia aqui é simples, muito simples e básica: Oferecer para qualquer pessoa uma idéia básica sobre interior e exterior humano, mente e aparente social, para que com isso, um possível leigo que jamais se interessará por psicologia (e muitos não querem essa obrigação) possa cuidar melhor daquilo que o aflige internamente.
É interessante perceber como culturas de diferentes países tratam PI e PE de formas diferentes, utilizando desde cedo, por exemplo, bases filosóficas que muitas vezes são influenciadas por alguma religião. Alguns países prezam o conhecimento da PI, e outros da PE, por fim, alguns não prezam nada.
Importante saber, como mostrarei posteriormente, que aprender a entender melhor essa idéia, e enxergar com mais exatidão como uma imagem externa pode afetar criteriosamente o seu íntimo, trará um pouco mais de paz, entendimento, e tranqüilidade para o seu interior.

(continua...)

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17 de jul de 2008

Silêncio...



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