26 de out de 2008

A verdade está no íntimo – Parte Final



Depois de um longo período sem postar (foi por uma boa causa - reformulando certas teorias), sinto-me na missão de dar fim a pequena série (simplória série) que dei início um tempo atrás.

Sem sombra de dúvidas, a maioria das pessoas com problemas comportamentais - dos simples desentendimentos familiares, ao casos mais extremos do tipo "ex-namorado mata ex-namorada" - tem seu ponto sensível no interior do indivíduo (PI). Falta de compreensão de si mesmo, de seus próprios atos, e da reação que atos alheios podem lhes causar.

Antes de buscar a razão para seus problemas em algo externo, procure compreender a si mesmo, em grande parte, é a forma como interpretamos as situações corriqueiras do dia-a-dia que faz com que nos sintamos mal, assim como também, a dificuldade em expressar-se é uma das principais formas da destruição física.

Você se enxerga da mesma forma que as pessoas enxergam você?

Talvez nunca tenha pensado nisso, e por isso mesmo, tenha sempre criado expectativas frustradas a respeito da reação que outras pessoas tem de você, dos seus atos.

Nosso foco está sempre nas atitudes externas, agimos sempre conforme as coisas "deveriam ser" e não como de fato "são". Olhe para dentro, questione-se, descubra a melhor maneira de expressar exatamente aquilo que sente, e o mais importante, compreenda que nem sempre aquilo que deseja expressar será compreendido e aceito exatamente da mesma forma que aconteceria se alguém fizesse o mesmo com você.

Compreender-se, antes e tudo, é de fundamental importância para si mesmo.

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8 de ago de 2008

A verdade está no íntimo – Parte II

A verdade está no íntimo – Parte II

Frequentemente externamos um pouco da nossa PI, revelando somente aquilo que achamos ser seguro e adequado passar adiante. Isso se chama “agir socialmente”.

Júlia está com problemas pessoais em casa, há algum tempo ela e o marido não se acertam. Além disso, ela dificilmente encontra tempo para se divertir com os filhos. Isso a está deixando frustrada. Hoje, depois de uma discussão matinal com o marido, Júlia vai trabalhar, e lá, tem de explicar ao chefe porquê atrasou tanto na entrega de alguns relatórios por ele antes pedido. Ela sabe que deve agir socialmente. Terá que demonstrar contentamento mesmo diante de tudo que está sentindo internamente. Veja o diálogo:

_ Oi Júlia! Bom Dia!
_ Bom dia! (PI – bom dia só se for para você, o meu já começou péssimo).
_Vamos direto ao ponto. Você deveria ter entregado os relatórios que pedi na semana passada. Por que ainda não o fez?
_Chefe, na verdade eu já comecei a fazer, mas fiquei atarefada com outras coisas durante a semana, por isso o atraso. (PI – estou com milhares de problema na minha vida pessoal, será que você não percebe isso?).
_Atarefada? Júlia, eu te pago muito bem para você me dar essa desculpa. Isso é inadmissível. Se está deixando acumular serviço, se esforce mais!
_Você está certo chefe, acho que desandei um pouco. Não consegui me organizar bem, mas vou mudar isso. (PI – Seu imbecil! Você acha que a minha vida é só dedicação a este emprego? Não! Tenho minha casa, meus filhos, meu marido, ah meu marido. Por que você é tão insensível?).
_É bom mudar mesmo, porque lá fora há uma fila de pessoas querendo trabalhar aqui e ocupar a sua vaga. Melhore seu desempenho ou terei que tomar uma atitude mais drástica da próxima vez.
_Não será preciso chefe. Isso não voltará a acontecer. (PI – Que vontade de jogar tudo para o ar e sair gritando dessa sala, e claro, dar um soco na cara desse idiota!).
_Pode sair agora. Quero os relatórios hoje na minha mesa até às 14h00min, ou teremos um problema sério com isso.
_Mas chefe é pouco tempo para concluí-los. (PI – você é realmente insensível mesmo, eu com tantos problemas e você ainda exige mais e mais de mim?).
_Isso não é problema meu, Júlia. Se vire! Até mais!
_Até mais chefe. (PI – Tchau! Seu cretino).

Por que o chefe não percebe o que de fato se passa na vida da Júlia?Ele não enxerga a PI dela.
Por que Júlia não expressa para o chefe sua PI?
O contexto social não permite (não é seguro, nem adequado).

Perceba quantas vezes algo parecido acontece com a gente no dia-a-dia. Comece a enxergar aquilo que você guarda e aquilo que você libera. Por que guardou? Por que liberou? Comece a perceber quem é a sua PI. Ela é a sua essência, a sua maior verdade. Nela estão guardados todos os seus segredos, desejos e medos. A partir desse pequeno reconhecimento poderemos saber o que é bom guardar, o que é bom liberar, e o mais importante, como enxergar a PI de uma pessoa através da sua PE, ajudando em muito o convívio social.

(continua...)

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30 de jul de 2008

A verdade está no íntimo – Parte I

É eu sei, isto aqui é um blog e não adianta eu escrever um texto prolixo, e recheado com palavras difíceis que em muitas vezes só dificulta o entendimento de quem eu quero ajudar. Conversando com algumas pessoas, percebo a dificuldade que as mesmas tem de “cuidar” dos seus interiores, assim como, a notável crença de que a imagem externa de uma pessoa, corresponda fielmente aquilo que desejamos internamente de alguém– acontece muito em relacionamentos amorosos. Vou compartilhar tudo isso e dividir em partes, não sei quantas, mas aqui fica a primeira delas. Espero que assim as pessoas aprendam enxergar um pouco melhor as essências alheias, e o mais importante, compreender a sua própria.




A verdade está no íntimo – Parte I

Um conceito simples, mas que se for bem entendido pode mudar muito a vida de uma pessoa, e ajudar bastante na evolução de certos medos internos. Lançarei aqui dois termos, Pessoa Interna (PI - não é Piauí, por favor) e Pessoa Externa (PE - não é Pernambuco, por favor). Esqueçam por um momento as terminologias psicológicas, ou os mais diversos significados existentes para isso, esqueçam espírito e corpo, e coisas afins. A idéia aqui é simples, muito simples e básica: Oferecer para qualquer pessoa uma idéia básica sobre interior e exterior humano, mente e aparente social, para que com isso, um possível leigo que jamais se interessará por psicologia (e muitos não querem essa obrigação) possa cuidar melhor daquilo que o aflige internamente.
É interessante perceber como culturas de diferentes países tratam PI e PE de formas diferentes, utilizando desde cedo, por exemplo, bases filosóficas que muitas vezes são influenciadas por alguma religião. Alguns países prezam o conhecimento da PI, e outros da PE, por fim, alguns não prezam nada.
Importante saber, como mostrarei posteriormente, que aprender a entender melhor essa idéia, e enxergar com mais exatidão como uma imagem externa pode afetar criteriosamente o seu íntimo, trará um pouco mais de paz, entendimento, e tranqüilidade para o seu interior.

(continua...)

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17 de jul de 2008

Silêncio...



Silêncio...

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(10 segundos só para você)

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14 de jun de 2008

Biscoitos de Chocolate Recheados


Rômulo Augusto é um cara trabalhador. Daquele tipo que só finaliza o expediente depois que termina toda a tarefa programada para o dia de trabalho. E faz isso com seriedade, enfrenta até as constantes piadinhas dos colegas sobre um tal de Ricardão, amigo da sua esposa. Não é isso o mais notável em Rômulo Augusto. O que todos admiram é a capacidade que ele tem de sempre saber resolver as coisas. Ele tem solução para tudo, e constantemente nega precisar da ajuda de alguém.
Outro dia, chegando a sua casa após uma tarde cansativa de trabalho, depara-se com sua esposa na cozinha, pensativa e angustiada. Incomodado com isso, Rômulo Augusto pergunta o que aconteceu.
_Estou preocupada com o nosso filho. – Comenta a esposa.
_O que há de errado com o Caio Otávio, minha querida? Andou tirando notas baixas na escola?
_Antes fosse isso, meu bem. Sinto ser algo muito mais sério.
Rômulo Augusto já bastante preocupado, e vendo que sua esposa tão cedo se apressaria a contar de vez o que havia de errado com seu filho, tenta sutilmente acelerar a conversa utilizando o elevado conhecimento em psicologia feminina que herdara do pai:
_Desembucha mulher! Conta logo o que aconteceu que eu tenho mais o que fazer!
De imediato e falando baixinho para que o filho deitado no sofá da sala não ouvisse a conversa, a esposa explica que o menino chegou da escola muito estranho. Não respondeu nenhuma das perguntas que ela fez sobre a aula, não quis jogar videogame, negou até o convite do melhor amigo para jogar bola na frente de casa, como fazia sempre. Passou o dia todo deitado no sofá, e com uma carinha muito triste, disse ela.
_Mas não foi isso o que mais me preocupou, Rômulo Augusto. – Diz a esposa querendo criar suspense.
_Depois de muito perguntar o porquê dele estar daquele jeito, recebi uma resposta nada animadora. Ele disse que não sabia dizer ao certo o que era, mas que no fundo, sentia-se muito vazio por dentro, e ficou de cara fechada o dia todo. Não sei não, Rômulo Augusto. Acho que temos que levar o Caio Otávio a um psicólogo o mais rápido possível. Pode ser que seja um problema grave de depressão infantil.
Rômulo Augusto com cara de bravo protesta:
_Ta maluca mulher? Gastar dinheiro com essas bobagens quando podemos resolver isso aqui mesmo, em casa? Você acha que não posso ajudar nosso filho?
_Não é isso Rômulo Augusto, só acho que nem sempre você pode resolver as coisas do seu jeito.
Sentindo-se desafiado, o marido fica em silêncio por um instante, coça a cabeça vagarosamente com o mesmo dedo que a pouco servia de utensílio para aliviar uma leve coceira no nariz.
_Cadê aquele pacote de biscoitos de chocolate recheados que compramos ontem no Mercadinho do Bira?
_No armário de cima, terceira porta à direita. – Responde a esposa, curiosíssima.
Rômulo Augusto encontra o pacote de biscoitos e sem pestanejar grita ao filho:
_Caio Otáaaaavio? Sabe aquele pacote de biscoitos de chocolate recheados que eu comprei ontem?
_Sei sim, pai. – Responde meio surpreso e já se endireitando no sofá.
Quer ele todo pra você?
_Quero, pai! Claro que quero! – Responde o filho de pé, em frente ao pai e com um sorrisão de orelha a orelha.
_Toma, é todo seu!
Ao entregar o pacote de biscoitos, Rômulo Augusto vê o filho sair pulando e gritando todo feliz:
_Eba! Eba! Eba!
A mãe do garoto conservando uma cara de espanto, com uma bocona aberta e os olhos arregalados, não consegue dizer uma só palavra diante de tudo que vê, mas Rômulo Augusto sim, ele sempre tem algo a acrescentar. Olha para esposa fazendo cara de quem resolveu o problema mais uma vez, dá um tapinha nas costas dela e diz:
_Se um dia você sentir um vazio dentro de você, coma que é fome.

Por: Carlos Martins
Abraços!

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21 de mai de 2008

Humildade


Como a vida é interessante! Às vezes é só prestar um pouco de atenção nos detalhes da vida para podermos aprender muito com cenas do dia-a-dia.

Outra vez, estava eu na academia em meio aos meus treinos diários de musculação. Sobe peso, desce peso, puxa e empurra alteres, muito suor, canseira danada, e de repente acabo dando atenção a uma conversa que entoava bem perto de mim. Duas pessoas, um homem e uma mulher papeavam por ali. Ele, meio magrinho, cabelo curto, óculos de grau, devia ser míope, treinava com auxílio de um instrutor, parecia ser esforçado. Ela, alta, magra, loira, muito loira, usava um longo rabo de cavalo, também suava muito para uma mulher, malhava sozinha, parecia saber exatamente como fazer os exercícios. Enquanto conversavam tentavam sem êxito dar continuidade aos exercícios que havia cada um começado. Ela, aproveitando uma breve saída do instrutor, sem virar os olhos para o rapaz de óculos, inicia com ele o seguinte diálogo bem baixinho:

_ Você ta fazendo esse exercício certo?
_ Acho que sim, o instrutor disse que era para fazer assim. Por que?
_Não sei não, acho que desse jeito prejudica um pouco a lombar.
_ Que lombar?
_Ah, você não conhece! To falando da região lombar. Bem aqui, olha!
_Humm, ah é aqui, é? Mesmo eu trabalhando o bíceps, força a lombar assim? É que o instrutor se preocupa muito com essas coisas.
_Confia em mim! Sei o que to dizendo! Esse instrutor não é muito bom, além disso, eu faço medicina na UFSC, tenho conhecimento no assunto. Sei tudo sobre coluna.
_É mesmo? Estuda lá? Não sabia! Em que semestre você está?
_No sexto período.
_Engraçado, nunca te vi lá.
_Você estuda lá também? Quando começou?
_Não, não estudo! Dou aula no sexto e sétimo semestre do curso de medicina, sou ortopedista no hospital da universidade, e realmente nunca vi você por lá.

Bem... Ela não falou mais nada.

O que aprendi?
Sempre tem alguém melhor do que a gente por aí.
Às vezes humildade faz bem.
Abraço a todos!

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10 de mai de 2008

O que importa...



Por que valorizar tanto a casca quando o que realmente importa é invisível?

É interessante notar que as pessoas que mais investem na "casca", ou seja, que trabalham arduamente para criar uma imagem externa do que gostariam de fato ser, são as mais superficiais de todas.

Sim claro, e quanta superficialidade! É tanta que a casca é espessa, dura. O valor humano fica enclausurado. Difícil notar o invisível nestas pessoas. Tudo nelas é previsível, notavelmente patético.
Um dia a casca quebra...

Tem gente que gosta do conforto.
Elas se perguntam:
Pra que se revestir com uma casca tão desconfortável assim?
Elas usam roupas modestas, confortáveis..
Geralmente choram, e geralmente demonstram o invisível, inevitavelmente...

Prezam o conhecimento que por sua vez é invisível.
Dignificam o respeito, sensível e invisível.
Glorificam a justiça às vezes sentida na pele mas, invisível.
E a cada momento surpreendem-se com o amor, que... bem...
É invisível.

Por que valorizar tanto a casca quando o que realmente importa é invisível?





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28 de abr de 2008

Imaginem!


Algum tempo já se foi desde que eu era criança.
Criança no tamanho, no aspecto físico. Aquela inquietude subversiva e sincera diante do mundo dos adultos permanece ainda em minha alma. É verdade, e não tenho receio em proclamar, os prazeres da vida adulta são concretos demais para mim. No imaterial está minha vontade de conquista, no abstrato, minha fonte de progressão.

Em seu livro O Pequeno Príncipe, o autor Antoine De Saint-Exupéry deixa claro um entendimento:

"Elas[pessoas grandes] têm sempre necessidade de explicações"

Essa vontade exarcebada de sempre atingir um entendimento concreto e verdadeiro é que nos torna cada vez mais 'humanos sem graça'.

Imaginem meu povo! Imaginem!

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13 de mar de 2008

Cinema


Hoje saí um pouco. Fui ao cinema com minha mãe e meu irmão. Foi bastante divertido, relaxante.
Minha idéia hoje é passar um pouco do que senti assistindo ao filme, que a propósito chama-se: 10.000 AC.


Não quero de forma alguma contar o filme, mas sim refletir sobre uma idéia que há nele.


Será no que ainda existe o amor verdadeiro? Será que ainda existem pessoas capazes de lutarem por esse amor?


Dois jovens, cravam olhares, percebem-se, e por segundos, exergam o amor que cada um quarda para o outro. Eterno amor, amor de verdade, amor que só cresce, expande, aflora, revigora. Por infelicidade da vida, eles se separam, mas nenhum deles chega um dia, a acreditar que não voltarão a se ver. O Amor continua, preserva, busca, conquista e reconquista. Assim eu percebi no filme, este tipo de amor.


Bom, é só uma reflexão simples sobre um filme que achei legal.


Há muita ação, efeitos especiais e momentos emocionantes relacionados a família. Totalmente recomendado para quem anda desacreditado com certos valores da vida!
Abraços!
Até a próxima!



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